Serão aceitos trabalhos dos professores de Sociologia da Educação Básica e de pesquisadores com até três autores.

Os trabalhos deverão obedecer aos seguintes eixos temáticos:

GT 1 – História e Memória da Sociologia Escolar

Olhar para a história da Sociologia escolar no Brasil permite colaborar para a compreensão não apenas de sua trajetória, mas também de sua presente configuração, a qual está marcada por diversos desafios e avanços. Partindo desse pressuposto, o presente GT busca contemplar trabalhos que se voltem para a história e a memória da Sociologia escolar. Esforços de reconstituição histórica sob o viés institucional, legalista ou que lancem foco nos atores sociais são contemplados aqui em seus mais variados recortes temporais, sejam eles representativos de momentos históricos pontuais ou longitudinais, passando pelas primeiras experiências, no final do século XIX, até os períodos mais recentes, tais como os anos de 1980 e 2000, marcados pelo gradativo retorno da Sociologia à educação básica. O GT também admite trabalhos que, tomando artefatos históricos (diários de classe, atividades didáticas, manuais escolares, etc.), narrativas/discursos e arquivos pessoais ou de instituições, visem contribuir para desvelar a história e preservar a memória do ensino de Sociologia no Brasil. Importa abrigar variadas perspectivas teórico-metodológicas, as quais possam dar voz às diferentes interpretações com relação à presença ou ausência da Sociologia no currículo e explorar os sentidos da disciplina em contextos históricos distintos.

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GT 2 – Formação Docente

 

A Lei nº 11.684 de 2008, ora revogada, que reinseriu a Sociologia na grade curricular do Ensino Médio, trouxe novos desafios para a formação de cientistas sociais, uma vez que ampliou as possibilidades de inserção profissional e, ao mesmo tempo, impactou as dinâmicas institucionais e curriculares das universidades. Esse cenário parece mudar com a reforma do Ensino Médio, a Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio e a resolução CNE/CP nº 2/ 2019, relativa à formação inicial de professores para a educação básica (BNC-Formação), impondo o debate crítico e urgente sobre a formação de professores diante dessas reformas estruturais. Além disso, recentes discussões trazem luz sobre novas práticas docentes em articulação com dinâmicas sociais de ruptura com a visão eurocêntrica, com vistas à atuação de professores mais crítica, insurgente, intercultural, pluriversal e (multi/trans/inter)disciplinar, a favor da chamada descolonização da escolarização. Nesse sentido, chama-se atenção para um cenário não apenas acadêmico, mas também de outros espaços formativos docentes, como coletivos, movimentos sociais e organizações com diversas configurações, bem como a própria escola. Neste GT, trata-se de contemplar trabalhos que discutam a formação e a atualização profissional de docentes de Sociologia, bem como os projetos políticos e pedagógicos que as pautam, tendo em vista a necessidade de maior diálogo entre instituições formais e informais que atuam nesse âmbito, frente aos desafios impostos pelas reformas educacionais em trânsito no país.

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GT 3 – O Currículo da Sociologia na Educação Básica

O atual momento é de extrema importância para todos os interessados no ensino de Sociologia na Educação Básica. A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a aprovação da Lei n. 13.415, de fevereiro de 2017, que instituiu a Reforma do Ensino Médio, configuram um conjunto de políticas educacionais que tem como características fundamentais o fortalecimento da integração curricular e a indução ao ensino por áreas de conhecimento. Neste contexto, a posição da Sociologia é instável e incerta, uma vez que figura na lei do “Novo Ensino Médio” como “estudos e práticas”, e não como disciplina. As políticas educacionais supracitadas têm impactos nos currículos dos estados, das escolas privadas e das licenciaturas, assim como no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Este GT objetiva justamente contemplar os trabalhos que abordem a discussão sobre as políticas curriculares e seus impactos nas práticas dos docentes de Sociologia, os fundamentos epistemológicos da Sociologia escolar, a relação entre currículo e avaliação, currículo e livro didático, entre outras temáticas.

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GT 4 – Relatos de Experiência

Este GT se propõe a ser um espaço de relatos de experiências que apresentem como a Sociologia pode auxiliar os discentes a refletir sobre a realidade social em que vivem. O objetivo é trazer à luz problemas inerentes à conversão das Ciências Sociais para o contexto escolar, auxiliando os professores de Sociologia a refletirem e enriquecerem suas práticas cotidianas através do diálogo com seus pares. Procuramos contemplar trabalhos que sistematizem e debatam o conjunto de iniciativas e experiências de Ensino de Sociologia, tais como projetos pedagógicos, experiências didáticas, memória e utilização de diferentes recursos para o ensino da disciplina. Além disso, dadas às atuais perspectivas educacionais e sociais, estão contemplados neste grupo trabalhos que exponham resultados de experiências de interdisciplinaridade da Sociologia com outras disciplinas; de Iniciação Científica, Projetos de Extensão, PIBID, Residência Pedagógica ou outros programas de iniciação à docência das universidades; atividades envolvendo o contexto da pandemia de COVID-19; assim como outros relatos pertinentes ao Ensino de Sociologia.

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GT 5 – Escola e Sociedade: Relações de Classe, Étnico-raciais e de Gênero

O GT 5 recebe trabalhos, elaborados a partir dos aportes teórico-metodológicos das Ciências Sociais, que contemplem investigações empíricas e teóricas no que tange às relações entre a escola e as diversas instituições sociais. Trabalhos que enfatizem, especialmente, as pesquisas voltadas para o espaço escolar e as tensões nele existentes no campo das relações de classe, étnico-raciais e de gênero. Contempla pesquisas sobre como o ensino de Sociologia tem contribuído para mitigar as desigualdades sociais e as práticas sociais incompatíveis com valores democráticos (preconceitos, segregações, violências, entre outras práticas), seja em perspectiva disciplinar ou em perspectiva transversal (amparadas na Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008 - História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena - ou em políticas públicas de promoção da igualdade de gênero e direitos humanos). O GT 5 também acolherá trabalhos que discutam as relações família-escola, escola-comunidade, escola-religião, escola-política etc., com especial interesse nos estudos que versem sobre as fronteiras entre escola e sociedade e como afetam o ensino de Sociologia na educação básica. Serão bem-vindos, igualmente, trabalhos que contemplem abordagens comparativas dentro desse escopo temático.

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GT 6 – Ciências Sociais e Interdisciplinaridade na Educação Básica

As políticas curriculares educacionais têm sido direcionadas a uma concepção interdisciplinar do conhecimento. Exemplos disso são as avaliações educacionais em larga escala, como o SAEB e o ENEM, as Diretrizes Curriculares Nacionais, as Orientações Curriculares para o Ensino Fundamental e Médio e a Base Nacional Comum Curricular. O objetivo deste GT é ser um espaço de reflexão e debate sobre as questões teórico-conceituais e efeitos didático-pedagógicos dessa orientação. Nesse sentido, cabe não apenas problematizar a questão da interdisciplinaridade das Ciências Sociais com outras áreas de conhecimento, como também indagar acerca do papel dos componentes curriculares disciplinares – Filosofia, Geografia, História e Sociologia – na área de “ciências humanas e sociais aplicadas”, a partir de perspectivas diversas.

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NORMAS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS:

 

  • O texto a ser apresentado nos Grupos de Trabalho deverá ter no máximo 15 laudas (incluindo Referências, gráficos, imagens e/ou anexos).

  • Utilizar margens de 3,0 cm à esquerda, à direita, superior e inferior em formato de papel A4, utilizando o template do 7º ENSOC.

  • Digitar o texto em Word (Windows 97-2003), fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas (em todo o texto) e parágrafos em modo justificado. Utilizar paragrafação automática.

  • Para texto citado com mais de três linhas, adentrar o texto em 4 cm e utilizar espaço simples e fonte Time New Roman, tamanho 10.

  • Para texto citado com menos de três linhas, usar aspas no próprio corpo do texto.

  • Utilizar notas apenas no final do texto com fonte Times New Roman, tamanho 10.

  • Digitar todos os Títulos de seções com fonte Times New Roman, tamanho12, em negrito e recuado à esquerda. Todos os títulos devem ser redigidos duas linhas após o último parágrafo da seção anterior (pular linha). Os títulos de seções são numerados com algarismos arábicos seguidos de ponto (por exemplo, 1. Introdução, 2. Fundamentação teórica). Apenas a primeira letra de cada subtítulo deve ser grafada com caracteres maiúsculos, exceto nomes próprios.

  • O Título do trabalho deverá vir na primeira página, centralizado, em negrito. O nome do/a (s) autor/a (s), deverá vir abaixo do título, com alinhamento à direita, seguido imediatamente do nome da instituição e endereço eletrônico.

  • As referências no texto devem ser indexadas pelo sistema autor data. Para citar, resumir ou parafrasear um trecho da página 36 de um texto de 2005 de Pedro da Silva, a indexação completa deve ser (SILVA, 2005, p. 36). Quando o sobrenome vier fora dos parênteses deve-se utilizar apenas a primeira letra em maiúscula. Citações no meio do texto sempre devem vir entre aspas e nunca em itálico.

  • As referências devem ser antecedidas da expressão Referências, em negrito e devem constar na parte final do texto. A primeira referência deve ser redigida na segunda linha abaixo dessa expressão. Os autores devem ser citados em ordem alfabética, sem numeração, com espaço simples entre as referências; o principal sobrenome do autor em maiúsculas, seguido de vírgula e iniciais dos demais nomes do autor.

ATENÇÃO: O TEXTO DEVERÁ SER ELABORARO NO TEMPLATE DO 7º ENSOC. O TEXTO COMPLETO DEVE SER ENVIADO EM PDF. OS TRABALHOS QUE NÃO SEGUIREM AS NORMAS NÃO SERÃO AVALIADOS

Chamada para Grupos de Trabalho

Prazo encerrado

LABORATÓRIO DE ENSINO DE SOCIOLOGIA FLORESTAN FERNANDES 

Avenida Pasteur, 250, sala 239, Urca, Rio de Janeiro - RJ, Brasil CEP: 22290-902

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